domingo, 22 de novembro de 2009

Métodos de seleção em cavalos da raça Quarto de Milha!


Bom, como meu manuscrito será sobre a raça Quarto de Milha, resolvi postar um trabalho falando sobre o método de seleção utilizado para essa raça.

Os cavalos dessa raça são conhecidos por sua grande versatilidade e podem ser utilizados para competições, trabalhos e corridas. As pequisas dão mais ênfase ao último aspecto.

A maioria dos trabalhos estimam parâmetros genéticos para características de desempenho em corridas relacionadas a colocação e tempo final, porém os criadores dessa raça preferem selecionar os animais pelo o Índice de Velocidade. Trabalhos já comprovaram que o índice de velocidade tem baixa herdabilidade.Portanto, a seleção, nesse caso, deve ser baseada no desempenho dos próprios animais e nas informações de parentes, principalmente progênies, para que a identificação dos valores genéticos dos animais se torne mais acurada e o ganho genético mais apurado.


Para quem se interessar, o trabalho está nesse link:







Até a próxima postagem =)



segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Zebu X Devon = Uma perspectiva de rusticidade aliada à um bom desenvovimento de ganho de peso


Recentemente iniciou se um trabalho utilizando a raça Zebu e a raça inglesa Devon para desenvolver uma nova raça denominada Bravon, ainda em formação.
A raça Devon, com sua já comprovada rusticidade está dando mostras eloqüentes de sua capacidade de adaptação e resistência. O animal típico da raça Devon é um bovino com bom desenvolvimento, de estrutura equilibrada e com linhas harmoniosas. Apresenta ótima cobertura de excelente carne-músculo. É um animal, geralmente, dócil e elegante.

Há um século atrás o Devon foi cuidadosamente cruzado com zebus indianos para contribuir para a formação de raças adaptadas ao clima tropical, raças como o Jamaica Red, Bravon, Makaweli e o Santa Gabriela, esta também sendo usado para melhorar algumas raças bovinas japonesas.
O trabalho em desenvolvimento entre Zebu e Devon tem por meta formar a Bravon. Uma raça com boa capacidade de ganho de peso e adaptação à maioria das regiões do Brasil.

Da raça zebu será absorvida a característica de fácil adaptação às várias regiões do Brasil e alimentação, além do bom desempenho de carcaça
O Zebu é muito utilizado em cruzamentos para formação de novas raças. As mais conhecidas são a Brahma,e Tabapuã, entre outras de igual importância.

Cruzando-se um touro puro de origem Devon (PO) com uma vaca pura de origem Zebu (PO), obtém-se o Bravon (PS) a partir da terceira geração.
Cruzando-se também touro Bravon puro sintético (PS) com uma vaca de qualquer outra raça tem-se o Bravon puro sintético a partir da quinta geração.

Essa raça tem várias características essenciais para um bom rendimento de carne, como: carcaça bem desenvolvida, dócil o que gera um fácil manejo não havendo alto gasto de energia no manejo diminuindo o estress do animal aumentando a capacidade de ganho de peso.





Fonte: http://www.ufv.br/dbg/bioano01/div21.htm

domingo, 13 de setembro de 2009

Ciência melhora técnicas de manejo de abelhas essenciais para a lavoura!

Olá!

Bom, após ler o Blog da Marília me empolguei com as abelhas e resolvi procurar alguma coisa sobre essas criaturinhas...Achei uma matéria que além de falar sobre melhoramento genético para produzir mais mel e pólen, também deixa claro a importância das abelhas para a nossa qualidade de vida!
A matéria é um pouco grande, mas é bem interessante!
Espero que gostem =)


O que é a pesquisa?!?

No Brasil são conhecidas mais de 400 espécies de abelhas nativas , as Meliponinae, que se caracterizam por não terem ferrão e serem abelhas sociais. Criadas comercialmente em agrupamentos de colônias denominados meliponários, essas abelhas são essenciais para a agricultura da Amazônia,ao polinizar as plantas, que assim se reproduzem.A meliponicultura é uma atividade econômica crescente em todo o Brasil e a região de Manaus se destaca pela grande variedade de abelhas nativas e pelas reservas de matas que permitem sua criação, devido à disponibilidade de flores em, pelo menos,10 meses por ano.Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o INPA, realizam estudos de melhoramento de manejo que viabilizam novas técnicas e maior produção de colônias, aumentando a produtividade dos meliponários e garantindo a variabilidade vegetal das espécies cultivadas pelo homem e as existentes nas florestas. Os apicultores (criadores de Apis mellifera) esperam mais de 2000 anos para terem uma colméia adequada . Esta foi inventada por Langstroth em 1852. Só por isso tiveram o enorme desenvolvimento da apicultura . Os meliponicultores brasileiros levaram 50 anos para chegar a uma colméia adequada e agora podem ter uma meliponicultura com grande número de colméias.

Por que fazer esta pesquisa?!?

O sucesso reprodutivo de muitas plantas (o qual inclusive garante a variabilidade genética) depende, em grande parte, de insetos polinizadores, como as abelhas. Na verdade as abelhas nativas são parte integrante do mecanismo de reprodução vegetal, aumentando a produtividade de plantas cultivadas e a fertilidade dos vegetais que dependem da polinização por insetos para se reproduzirem. A extinção de uma ou muitas espécies de abelhas implica na extinção de espécies vegetais e de animais que delas dependam e promovem desequilíbrio no ecossistema, causando sérios prejuízos à nossa qualidade de vida.Trabalhos científicos anteriores provaram que as abelhas são essenciais para a manutenção da diversidade vegetal nos trópicos. É portanto fundamental, para a manutenção da flora nativa e, indiretamente, da fauna que dela se alimenta, que as espécies de abelhas sociais brasileiras não sejam destruídas. Entretanto, nas reservas florestais o número de ninhos de abelhas sociais vem caindo pois continuam a ser explorados e muitas espécies estão em extinção por problemas nos processos de acasalamento.A importância de reversão desse quadro vem do fato que conservar as abelhas significa também manter a variabilidade genética das plantas cultivadas pelo homem para produção de alimentos. Noventa por cento dos vegetais nativos são polinizados por abelhas sem ferrão, sem as quais essas plantas não têm como gerar sementes férteis.

Como o estudo é feito?!?

Depois de escolher um local para abrigo das colméias no meliponário central do INPA, trinta colônias de cada espécie estudada (Melipona compressipes, Melipona rufiventris e Melipona seminigra) são acondicionadas e monitoradas para avaliação do peso e quantidade de mel e pólen produzida. O mel é colhido por bomba sugadora e quantificado, assim como o pólen. Ao final do primeiro ano de estudo são feitas análises estatísticas e determina-se qual espécie foi mais produtiva nas condições adotadas neste trabalho. Interessante dizer que os Timbira do Maranhão tinham Meliponários com mais de 1000 colonias de tiuba (Melipona compressipes)e,na reprodução delas apenas dividiam as mais produtivas. Enquanto tinham grandes florestas e manguezais essas colônias produziam em média 18 kilos a mais, enquanto as da Amazônia Central que não sofrem seleção produzem cerca de 6 kilos por ano. As colônias mais produtivas são então selecionadas, são multiplicadas e geram novas colônias que fornecerão material para melhoramento genético para produzir mais mel e pólen. Posteriormente, as melhores rainhas são incluídas em trabalhos com os meliponicultores da região de Manaus, Manacapuru, Santarém, Itacoatiara e arredores, para aumento da produtividade mediante o melhoramento genético das colônias mais produtivas. Após avaliação de resultados, desenham-se novas estratégias de melhoramento genético dos meliponários da região. Alguns deles, ditos satélites, são integrados ao meliponário central do INPA.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Embrapa investe em eqüinos ameaçados de extinção!

Há três anos, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 37 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa –, incorporou uma nova raça de animal doméstico ameaçada de extinção ao seu programa de conservação. Trata-se do cavalo Baixadeiro, um animal encontrado na região da Baixada Maranhense.A raça eqüina é amplamente utilizada na da Baixada Maranhense, especialmente na lida com o gado. E, como esta é uma raça naturalizada no Brasil há séculos, ela pode constituir-se em uma fonte potencial de genes de interesse para programas de melhoramento genético animal.O trabalho de conservação dessa raça será desenvolvido em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

Por suas características fenotípicas e comportamentais, bem como pelas informações que obteve junto aos professores da UEMA e aos produtores da cidade de Pinheiro, na Baixada Maranhense, o coordenador da pesquisa, Arthur da Silva Mariante, confirmou o interesse da Embrapa na preservação do cavalo Baixadeiro. A Empresa mantém um programa de conservação e uso de raças de animais domésticos ameaçadas de extinção desde a década de 80, e, graças a esse programa, conduzido em parceria com outras unidades da Embrapa, várias raças consideradas "locais" – pois estão aqui desde o período da colonização – já estão praticamente livres do perigo de extinção, como o bovino Caracu e o ovino Crioulo Lanado.

Historicamente, as raças "locais" foram substituídas por outras consideradas mais produtivas. Mas, como estas raças centenárias guardam características de rusticidade e adaptabilidade adquiridas através da seleção natural, elas podem ser verdadeiros tesouros genéticos. E o programa de conservação e uso desenvolvido pela Embrapa pretende desenvolver este potencial, englobando bovinos, bubalinos, eqüinos, asininos, suínos, ovinos e caprinos. Além do cavalo Baixadeiro, que é a sua mais nova aquisição, o programa inclui três outras raças de eqüinos: Campeiro, Pantaneiro e Marajoara.
De acordo com o professor Arthur da Silva Mariante, o primeiro passo foi coletar o sangue do cavalo para realizar a sua caracterização genética, para compará-lo com as outras raças naturalizadas de eqüinos que já são estudadas pela Embrapa.Em seguida, foi feito um levantamento populacional na Baixada Maranhense.

O pesquisador explica que é muito importante para o êxito das pesquisas de conservação o levantamento de informações junto aos criadores daquela região."Pelas informações que obtive dos professores da UEMA, e pelo que pude verificar in loco, o cavalo Baixadeiro tem características semelhantes às apresentadas pelas raças Pantaneira e Marajoara, que também vivem em regiões inundáveis.Estas semelhanças serão confirmadas através dos procedimentos de análise genética", afirma Mariante.

Fonte: http://www.cenargen.embrapa.br/cenargenda/noticias/nsccc0407.pdf