domingo, 13 de setembro de 2009

Ciência melhora técnicas de manejo de abelhas essenciais para a lavoura!

Olá!

Bom, após ler o Blog da Marília me empolguei com as abelhas e resolvi procurar alguma coisa sobre essas criaturinhas...Achei uma matéria que além de falar sobre melhoramento genético para produzir mais mel e pólen, também deixa claro a importância das abelhas para a nossa qualidade de vida!
A matéria é um pouco grande, mas é bem interessante!
Espero que gostem =)


O que é a pesquisa?!?

No Brasil são conhecidas mais de 400 espécies de abelhas nativas , as Meliponinae, que se caracterizam por não terem ferrão e serem abelhas sociais. Criadas comercialmente em agrupamentos de colônias denominados meliponários, essas abelhas são essenciais para a agricultura da Amazônia,ao polinizar as plantas, que assim se reproduzem.A meliponicultura é uma atividade econômica crescente em todo o Brasil e a região de Manaus se destaca pela grande variedade de abelhas nativas e pelas reservas de matas que permitem sua criação, devido à disponibilidade de flores em, pelo menos,10 meses por ano.Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o INPA, realizam estudos de melhoramento de manejo que viabilizam novas técnicas e maior produção de colônias, aumentando a produtividade dos meliponários e garantindo a variabilidade vegetal das espécies cultivadas pelo homem e as existentes nas florestas. Os apicultores (criadores de Apis mellifera) esperam mais de 2000 anos para terem uma colméia adequada . Esta foi inventada por Langstroth em 1852. Só por isso tiveram o enorme desenvolvimento da apicultura . Os meliponicultores brasileiros levaram 50 anos para chegar a uma colméia adequada e agora podem ter uma meliponicultura com grande número de colméias.

Por que fazer esta pesquisa?!?

O sucesso reprodutivo de muitas plantas (o qual inclusive garante a variabilidade genética) depende, em grande parte, de insetos polinizadores, como as abelhas. Na verdade as abelhas nativas são parte integrante do mecanismo de reprodução vegetal, aumentando a produtividade de plantas cultivadas e a fertilidade dos vegetais que dependem da polinização por insetos para se reproduzirem. A extinção de uma ou muitas espécies de abelhas implica na extinção de espécies vegetais e de animais que delas dependam e promovem desequilíbrio no ecossistema, causando sérios prejuízos à nossa qualidade de vida.Trabalhos científicos anteriores provaram que as abelhas são essenciais para a manutenção da diversidade vegetal nos trópicos. É portanto fundamental, para a manutenção da flora nativa e, indiretamente, da fauna que dela se alimenta, que as espécies de abelhas sociais brasileiras não sejam destruídas. Entretanto, nas reservas florestais o número de ninhos de abelhas sociais vem caindo pois continuam a ser explorados e muitas espécies estão em extinção por problemas nos processos de acasalamento.A importância de reversão desse quadro vem do fato que conservar as abelhas significa também manter a variabilidade genética das plantas cultivadas pelo homem para produção de alimentos. Noventa por cento dos vegetais nativos são polinizados por abelhas sem ferrão, sem as quais essas plantas não têm como gerar sementes férteis.

Como o estudo é feito?!?

Depois de escolher um local para abrigo das colméias no meliponário central do INPA, trinta colônias de cada espécie estudada (Melipona compressipes, Melipona rufiventris e Melipona seminigra) são acondicionadas e monitoradas para avaliação do peso e quantidade de mel e pólen produzida. O mel é colhido por bomba sugadora e quantificado, assim como o pólen. Ao final do primeiro ano de estudo são feitas análises estatísticas e determina-se qual espécie foi mais produtiva nas condições adotadas neste trabalho. Interessante dizer que os Timbira do Maranhão tinham Meliponários com mais de 1000 colonias de tiuba (Melipona compressipes)e,na reprodução delas apenas dividiam as mais produtivas. Enquanto tinham grandes florestas e manguezais essas colônias produziam em média 18 kilos a mais, enquanto as da Amazônia Central que não sofrem seleção produzem cerca de 6 kilos por ano. As colônias mais produtivas são então selecionadas, são multiplicadas e geram novas colônias que fornecerão material para melhoramento genético para produzir mais mel e pólen. Posteriormente, as melhores rainhas são incluídas em trabalhos com os meliponicultores da região de Manaus, Manacapuru, Santarém, Itacoatiara e arredores, para aumento da produtividade mediante o melhoramento genético das colônias mais produtivas. Após avaliação de resultados, desenham-se novas estratégias de melhoramento genético dos meliponários da região. Alguns deles, ditos satélites, são integrados ao meliponário central do INPA.

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